Condsef/FENADSEF participa de audiência pública sobre fechamentos de armazéns da CONAB

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O debate atende requerimento dos deputados Frei Anastácio Ribeiro (PT-PB), João Daniel (PT-SE) e Célio Moura (PT-TO). Eles citam, no pedido, a extinção de 39 armazéns nas cinco regiões do Brasil. “Na verdade, o que se pretende é a privatização dos serviços de armazenagem, a despeito das ameaças diretas da medida ao abastecimento alimentar interno”, observam os autores.

A privatização só reforça o desinteresse do governo Bolsonaro para com o serviço público e as necessidades do povo brasileiro mais carente. O SINTSEF-BA  vê com muita preocupação o fim das atividades dessas unidades, pois a ação enfraquece o papel social da CONAB, que perde a relevância ao deixar de contribuir para a regularização do abastecimento e garantia de renda ao produtor rural na região, omitindo-se de formular e executar as políticas públicas de que é encarregada.

Na Bahia, o desmonte já começou com a desativação do Armazém de Santa Maria da Vitória. Na ocasião, Celso Fernandes, Coordenador de Comunicação e Imprensa do SINTSEF-BA e também trabalhador da CONAB, comentou a decisão. Para ele, por pura “miopia administrativa”, a CONAB e o Ministério da Agricultura promovem o fechamento de unidades tão importantes para o desenvolvimento regional, prejudicando não só trabalhadores como também o fomento da economia por onde atuam. “É irracional”, definiu, “fechar uma unidade ativa que ainda poderia vir a ser uma importante agente executora de políticas públicas para a região”. Com a saída da CONAB, quem estará à frente das ações de promoção da uma vida digna para a população carente?

Em fevereiro deste ano, o atual presidente da Companhia, Newton Araújo, afirmou em seu discurso de posse que pelo menos 67 dos cerca de 180 armazéns que a empresa conta atualmente seriam colocados à venda. Embora muitas dessas unidades apresentem problemas estruturais e até já estejam sucateadas, isso decorre justamente pela falta de investimentos do governo nessa área tão estratégica.

 
Além do mais, o fechamento das unidades interfere diretamente na vida dos trabalhadores e trabalhadores nelas lotados e de onde serão redistribuídos, ficando submetidos à opção de terem de trabalhar em outras unidades/cidades e ao abandono de sua estrutura familiar na cidade de origem.